Febre Amarela
Febre Amarela
Proteção
Protege contra a febre amarela, doença viral aguda transmitida por mosquitos.
Contribui para a prevenção de:
- Febre amarela silvestre.
- Formas graves da doença.
- Insuficiência hepática.
- Hemorragias.
- Óbitos relacionados à febre amarela.
Tipo de vacina
A vacina Febre Amarela é uma vacina viva atenuada.
É produzida a partir da cepa 17D do vírus da febre amarela.
Doses e intervalos
Fabricante: Stamaril® (Sanofi).
Adolescentes não vacinados
- 2 doses.
- D1: na primeira oportunidade.
- D2: 10 anos após a primeira dose.
Adolescentes previamente vacinados
- Se já receberam apenas uma dose, recomenda-se uma segunda dose 10 anos após a primeira, devido à possibilidade de falha vacinal.
Viagens internacionais
- Quando exigido para emissão do Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP), a vacina deve ser aplicada pelo menos 10 dias antes da viagem.
Dose
- 0,5 mL.
Via de administração
Via subcutânea (SC).
Local de aplicação: região do deltoide.
Público-alvo / faixa etária
Segundo a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), é recomendada para:
- Adolescentes suscetíveis que residem ou viajarão para áreas com recomendação de vacinação.
- Adolescentes sem comprovação de vacinação.
- Viajantes internacionais quando houver exigência sanitária do país de destino.
Na clínica privada, a vacinação deve ser realizada após avaliação do histórico vacinal e do risco de exposição.
Validade após abertura
Stamaril® (Sanofi)
- Utilizar imediatamente após a reconstituição, conforme orientação do fabricante.
- Seguir rigorosamente as recomendações de armazenamento e conservação.
Quando adiar
Adiar a vacinação quando houver:
- Doença febril aguda moderada ou grave.
- Gestação, salvo quando o risco epidemiológico justificar a vacinação.
- Uso recente de imunoglobulinas, sangue ou hemoderivados, respeitando os intervalos recomendados.
Contraindicações
Não aplicar em:
- Gestantes, salvo situações especiais.
- Mulheres em amamentação de crianças menores de 6 meses, salvo quando o risco epidemiológico justificar.
- Pessoas com imunodeficiência congênita ou adquirida.
- Pessoas em uso de imunossupressores em doses que contraindiquem vacinas vivas.
- Reação de hipersensibilidade grave (anafilaxia) após dose anterior.
- Hipersensibilidade a qualquer componente da vacina.
Situações especiais
- Adolescentes imunocomprometidos devem ser avaliados individualmente.
- Pode ser exigida para viagens internacionais conforme a legislação sanitária do país de destino.
- Em adolescentes que iniciarão tratamento imunossupressor, recomenda-se realizar a vacinação antes do início da imunossupressão, quando possível.
Efeitos adversos
Conteúdo a ser complementado pela Imuno Educa. Esta seção não constava no material de origem.
Esquema de atualização
Recuperação vacinal
- Não reiniciar o esquema em caso de atraso.
- Administrar apenas a dose pendente.
Observações e particularidades
Observações Práticas
- A SBIm recomenda duas doses ao longo da vida, com intervalo de 10 anos entre elas.
- A vacina pode ser administrada simultaneamente com outras vacinas. Quando não administrada no mesmo dia que outra vacina viva injetável, recomenda-se intervalo mínimo de 30 dias.
- Não reiniciar o esquema em caso de atraso.
- Antes da administração, verificar indicação epidemiológica, histórico vacinal, contraindicações, fabricante, lote, validade e horário da reconstituição.
- Para adolescentes que viajarão ao exterior, verificar antecipadamente a necessidade do Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP).
Conteúdo educacional baseado nas recomendações da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm). Não substitui a orientação de um profissional de saúde.